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Editorial do 11º Boletim Mensal OBVIO

Mosaico de Faces e Dores.

Há quem busque justificar a escalada crescente de mortes violentas no Rio Grande do Norte relacionando-as ao tráfico de drogas e outros crimes. De fato, é muito fácil que num estado onde a resolutividade na investigação de homicídios é menor que 10%, a vítima seja culpada pela própria morte, e pior, seus familiares que ficam vivos, tenham que arcar com a dor da perda ampliada, desse modo, pela dor de uma culpa que não lhes pertence.

Não podemos ser partidários de políticas transfiram a culpa de um executivo tardio em agir para a própria população a quem deveria garantir o direito constitucional à segurança. A paz que tanto queremos começa na atitude de cada gestor de assumir a própria incapacidade de agir, e talvez assim, ser humilde o suficiente para buscar congregar esforços direcionados para gerir estratégias que se efetivem em soluções a médio e longo prazo, afinal, faltam apenas 19 meses para a conclusão da atual gestão estadual.

 

Vivemos uma realidade dura, mas não deixemos que as paixões institucionais, as políticas partidárias, as críticas pela crítica, o revanchismo ou qualquer sentimento menos nobre norteie a capacidade que todos temos de contribuir para uma mudança nesse quadro atual.

Os rostos de 1.030 vítimas podem ser esquecidos facilmente pelas estatísticas frias, mas os parentes e amigos dessas vítimas não têm paz e sofrem ao pensar em suas perdas.

Nada justifica uma vida ceifada, nada justifica o mosaico de dor e morte que cada face vai formando no mapa da violência do Rio Grande do Norte.

Clique aqui para acessar a publicação na íntegra http://bit.ly/ObvMai17

 

 

One Response to OBVIO Lança o 11º Boletim Mensal: Mosaico de Faces e Dores.

  1. 1 mês ago by Sírlia Sousa de Lima

    Infelizmente nos últimos governos deste estado, a violência tem aumentado graças a falta de políticas públicas que favoreçam a dignidade humana,como investimentos no social como educação, saúde, habitação, entre outros… Saudades dos tempos do nosso Xerife Maurílio Pinto, sentia o cheiro da criminalidade de longe, Os criminosos aprontavam no Brasil inteiro, quando chegavam em Natal, literalmente dançavam.A polícia trabalhava com prazer! Tinham autonomia, o chefe era um sujeito de palavra, de honra e sobretudo de autoridade. Hoje nosso Chefe maior, só se preocupa com sua própria segurança, é um desprezível gestor, e só nos envergonha, desmontou a estrutura do estado, e agora está deixando os operadores da segurança com o pires na mão, atrasando o que é mais sagrado para o sustento da família, sua renda mensal, fruto do seu trabalho, sendo obrigado a se endividar por conta de gestores incompetentes e inoperantes, vergonha, é o que sinto! Claro, para ele em relação a violência, quanto mais pobres morrerem , para ele é um limpeza étnica, pois se morrem por causa das drogas onde estão as politicas governamentais, que não sejam de faixada? Para um post no Face? Só demonstra mais uma vez a incompetência! Vergonha, desprezo, fora Robson Também!


 
 
 

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